A cultura do assédio no Itamaraty é preocupação constante do sindicato. O estudo "Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho no Itamaraty" apurou que 80,3% dos servidores já testemunharam assédio moral na instituição.

No Ministério das Relações Exteriores se vai de um extremo ao outro no trato com o servidor: do clientelismo à coisificação, sem jamais tocar a constitucional impessoalidade.

A erradicação da prática de assédio depende não só de políticas internas que visem o combate dos atos negativos, mas também da efetiva responsabilização do assediador sempre que provada culpa em procedimento disciplinar, isto é, há necessidade de se garantir que a prática do assédio não será relativizada e acarretará consequências.

A certeza da não responsabilização e as relativizações nos trouxeram até aqui. Todo e qualquer limite razoável já foi ultrapassado. Temos um problema e está na hora de enfrentarmos com uma postura altiva, sem reducionismos. Para isso, é preciso que o corpo de servidores deixe de tratar atos negativos como corriqueiros e que o órgão assuma uma postura proativa e não corporativista no combate ao assédio. Não há, nesses casos, espaço para o silêncio institucional, nem tempo a aguardar para a adoção de políticas preventivas.

Nessas condições, informarmos que o Sinditamaraty encaminhou ofício ao Ministro de Estado das Relações Exteriores com pedido de apuração do caso divulgado pelo Correio Braziliense em 26 de junho e de criação de grupo de trabalho que congregue representantes da Administração, do sindicato e das entidades de classe com vistas à elaboração de uma política de enfrentamento da cultura de assédio na instituição.

Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty)

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