Denúncia de assédio moral no Ministério das Relações Exteriores (MRE) é alvo do procedimento administrativo nº 1523/2017 na Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região. A notícia foi dada à presidente do Sinditamaraty, Suellen Paz, na última sexta-feira (30/06), pelo membro do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho e subprocurador-geral do Trabalho, Manoel Jorge e Silva Neto.

Neto é autor do livro “Teoria Jurídica do Assédio e sua Fundamentação Constitucional”. Segundo a obra, os avanços tecnológicos e das comunicações estão sendo desacompanhados de proteção aos direitos mais básicos do ser humano.

A presidente do Sinditamaraty identificou o membro do Ministério Público como um grande aliado no combate ao assédio moral no Itamaraty. “Precisamos acabar com as práticas personalistas, a gestão autoritária e patrimonialista e a falta de participação coletiva no processo decisório. Esses componentes são terrenos férteis para o assédio. Paralelamente a isso, as denúncias devem ser investigadas e, se comprovadas, os autores devem ser punidos. Basta! ”, afirmou Suellen.

Durante o encontro, a presidente entregou ao subprocurador o estudo “Riscos Psicossociais do Trabalho no Itamaraty”, encomendado pelo sindicato ao Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB). Segundo o documento, publicado no início deste ano, mais de 80% dos servidores testemunharam assédio no trabalho.

“Sem embargo da iniciativa da notícia de fato, que é o estopim para a investigação do Ministério Público, estarei continuamente à disposição para contribuir para o combate ao assédio no Ministério das Relações Exteriores”, disse o conselheiro do MPT ao informar da denúncia no campo institucional. Neste sentido, está prevista uma palestra do subprocurador para servidores do MRE, no dia 10 de agosto.

Também participaram do encontro a servidora e integrante do Grupo de Trabalho de Saúde do Sinditamaraty Lemirtes Cerrato, a advogada e assessora sindical Eliane Cesário e o servidor Evaristo Nunes.

Entenda:
Em mensagem enviada por e-mail institucional, um diplomata pede a outro a indicação de um “escravo” para trabalhar com ele. O caso foi denunciado pelo Correio Braziliense no último dia 26 de junho.
O Sinditamaraty solicitou ao ministro das Relações Exteriores a apuração da denúncia feita pelo jornal.

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