“É sempre o tempo certo para fazer o que está certo”. Com essa frase do ativista Martin Luther King o orador da turma Marielle Franco, terceiro secretário Meinardo Cabral de Vasconcelos Neto, abriu o seu discurso durante a formatura do Instituto Rio Branco. A cerimônia ocorreu nesta sexta-feira (20), quando se comemora o Dia do Diplomata em homenagem ao patrono da diplomacia brasileira, Barão do Rio Branco.

A frase inicial é para justificar a escolha da patrona da turma, a vereadora carioca, assassinada a tiros em 14 de março, defensora dos direitos humanos. “Uma injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à Justiça em todos os lugares", explicou o secretário.

O orador também falou sobre a necessidade do Itamaraty informar melhor à sociedade sobre o trabalho que exerce. "Desejamos ser mais transparente e próximos de uma sociedade que exige cada vez mais do serviço público". “O diplomata é a voz do Brasil no mundo, voz de conciliação, temperança e justiça", frisou.

O presidente do Sinditamaraty, Ernando Neves, compareceu ao evento. “O Itamaraty reflete o momento atual da sociedade brasileira e vive na expectativa de relevantes transformações. Ao darmos as boas-vidas, torcemos para que essa geração de futuros chefes e embaixadores consiga finalmente se libertar do passado e encare os desafios do século 21”, disse.

Escolha acertada

A paraninfa embaixadora Thereza Maria Machado Quintella elogiou a escolha da turma. “Mostra consciência de justiça social e de direitos humanos”. Thereza destacou o problema de sub-representação das mulheres no Itamaraty e apresentou um dado preocupante: Atualmente, “dos 12 postos mais relevantes nenhum deles é ocupado por uma mulher”.

O ministro Aloysio Nunes também enalteceu a iniciativa e disse que, com essa homenagem, o nome de Marielle entra para história do Itamaraty. “O nome dela não desaparecerá da nossa memória”, afirmou.

O presidente Michel Temer afirmou que as autoridades brasileiras estão trabalhando para encontrar e punir os culpados pelo crime. “É uma homenagem que toca a todos. Marielle lutava por aquilo que acreditava ser melhor para o Brasil”.

Os pais de Marielle também participaram da cerimônia.

Por Mariana Sacramento 

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