Na última terça-feira (28), ao vivo, pelas redes sociais, o Sinditamaraty recebeu convidados para debater o assédio sexual, moral e a discriminação no Itamaraty. Além de discutirem o assunto, que, infelizmente, é realidade no ambiente laboral, prejudicando o trabalho e a saúde dos servidores, os participantes também responderam perguntas elaboradas pelo sindicato e pelo público que assistia ao vivo. 

“A violência vem tomando um espaço, causando sofrimento, adoecimento e o perecimento das organizações. Por isso, falar sobre esse assunto, colocar o tema em pauta, saber de canais seguros de debate é um início para preservar a saúde no ambiente de trabalho”, defendeu a convidada do webinar, professora adjunta de direito e processo do trabalho da Universidade de Brasília, Renata Dutra.

Fernanda Duarte, doutora em psicologia do trabalho, é uma das autoras do estudo “Riscos psicossociais do trabalho no Itamaraty”, feito pela UnB em parceria com o Sinditamaraty, em 2017. “A gente encontrou riscos um pouco mais elevados, em relação à divisão do trabalho. A gente tinha um problema com a gestão do trabalho, identificada pelos processos desiguais dentro do Ministério das Relações Exteriores”, explicou.

Prejudicial para todos
Para a ministra Rosimar da Silva Suzano, atual inspetora-geral da ISEX, ouvidora do serviço exterior, o webinar foi um espaço para estreitar laços da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do assédio moral, sexual e da discriminação com os servidores representados pelo Sinditamaraty. Rosimar é a nova coordenadora da CPADIS.

“Esse debate que estamos tendo hoje já é um exemplo do trabalho conjunto. Todos os servidores estão bem representados na Cpadis. Existe um consenso de que condutas assediadoras e discriminatória são nocivas ao ambiente de trabalho e compromete a saúde e o desempenho do servidor, e consequente a instituição. É prejudicial para todos”, destacou a ministra.

Pauta relevante
Ex-presidente do Sinditamaraty, Ernando Neves impulsionou essa pauta durante sua gestão nos anos 2017/2019. Durante o webinar, ele esclareceu que o sindicato não escolheu essa pauta. “Foi essa pauta que nos escolheu. Nós tínhamos a pesquisa já pronta. E essa pauta foi potencializada com um caso de assédio dentro do Itamaraty que repercutiu muito. Houve uma pressão para que administração tomasse providências contra o assediador. Tivemos êxito neste caso e a gente recebeu uma série de denúncias depois. A administração, em conjunto com o sindicato, pode olhar para essa questão e a gente foi desenvolvendo formas de combater o assédio”, completou.

Jansen Martins, vice-presidente do Sinditamaraty, alega que, mesmo com tanta discussão sobre o assunto, ainda persiste um comportamento de assédio dentro do Itamaraty, especialmente contra os servidores do PCC/PGPE. “Na minha análise, a questão do assédio e da discriminação é uma questão cultural. A pessoa traz sua visão privada para a administração pública e isso não pode ocorrer. E ainda a velha forma de administração, como o conceito de chefe, por exemplo. Ninguém é chefe de ninguém. As pessoas gerenciam atividades”, analisou.

“Vale lembrar que, desde a primeira gestão do Sinditamaraty, a entidade teve atuação importante no combate ao assédio no serviço público. Nas duas primeiras gestões, o Sinditamaraty teve protagonismo relevante, inclusive, na Frente Sindical contra as Formas de Assédio no Serviço Público”, diz mensagem enviada ao vivo, por um dos expectadores.

Clique aqui e assista o webinar.

Acesse a cartilha do Sinditamaraty sobre o assédio sexual, moral e a discriminação

Para denúncias à Cpadis, entre em contato pelo e-mail lista.cpadis@itamaraty.gov.br.

Caso precise de alguma orientação, os advogados do Sinditamaraty estão disponíveis pelo e-mail juridico@sinditamarty.org.br.

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