A Reforma Trabalhista aprovada em 2017 deixou uma herança preocupante para o Brasil. O número de trabalhadores sindicalizados caiu, desde então. São 3 milhões a menos de sindicalizados, mesmo com o crescente número da população ocupada (empregada). Os dados são da pesquisa Pnad Contínua de 2019, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, um ano antes da reforma entrar em vigor, o Brasil tinha 13,5 milhões de trabalhadores sindicalizados. Em 2019, ano base da pesquisa, o país passou a ter apenas 10,5 milhões de trabalhadores ligados a um sindicato. Levando em consideração a população empregada neste período, a queda foi de 14,9% para 11,2% de sindicalizados.

Segundo o IBGE, o alto número de aposentadorias, motivadas justamente pela Reforma Trabalhista nos anos em que ela tramitou, também ajudaram a reduzir o número de sindicalizados.

Perda de direitos
“A redução dos sindicalizados é uma perda para os trabalhadores e servidores. O sindicalismo é importante para a luta por direitos, que historicamente os sindicatos é que conseguem, porque reúnem os interesses da categoria e não de apenas um trabalhador ou servidor, de forma individualizada”, destaca o presidente do Sinditamaraty, João Marcelo Melo.

Atualmente, a contribuição aos sindicatos é recolhida apenas com a autorização do trabalhador.

 

 

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