Desde a implementação do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação (PPEAD) no Ministério das Relações Exteriores (MRE), há um ano, o Sinditamaraty tem intensificado sua atuação para transformar diretrizes em suporte real. O objetivo é claro: fortalecer uma cultura de prevenção e garantir que ninguém se sinta desamparado.
Com a instituição do Plano, que define fluxos para lidar com casos de assédio moral, sexual e discriminação, o sindicato expandiu suas frentes de escuta qualificada. Mais do que acompanhar processos, a entidade foca na disseminação de informações seguras sobre os canais de denúncia e acolhimento.
Um dos pilares dessa atuação é o atendimento personalizado. As pessoas que buscam o sindicato encontram um espaço seguro para sanar suas dúvidas e entender a gravidade de situações vividas no ambiente de trabalho.
Ao mediar o entendimento sobre procedimentos administrativos e encaminhar casos às instâncias competentes, o sindicato atua como um facilitador do PPEAD. Segundo a entidade, esse suporte é vital para reduzir a insegurança de quem, muitas vezes, teme represálias ou encontra barreiras burocráticas para denunciar.
“O ato de denunciar é de extrema importância, ainda que desejássemos que esses fatos nem chegassem a acontecer. Infelizmente, muitos se calam por não confiarem no sistema ou por acreditarem que a ausência de provas tornará a denúncia inútil. Precisamos combater essa percepção de que 'não vai dar em nada”, pontuou a presidente do Sinditamaraty, Gabriela Perfeito.
Para a entidade, o enfrentamento eficaz começa antes do conflito. Por isso, o sindicato investe em campanhas informativas que ajudam a identificar precocemente comportamentos inadequados, evitando a naturalização de práticas que adoecem o ambiente de trabalho.
“O PPEAD foi um avanço histórico, mas o combate ao assédio exige vigilância constante. Nosso papel é garantir que as pessoas conheçam seus direitos e tenham segurança psicológica para buscar apoio”, destaca a assessora de relacionamento do Sinditamaraty, Eliane Monteiro.
2º Congresso Internacional: O debate ganha escala
Como parte dessa agenda estratégica, o Sinditamaraty promove, nos dias 5 e 6 de maio, o 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público. O evento reunirá especialistas e gestores públicos para discutir o aprimoramento das políticas de bem-estar e a construção de ambientes de trabalho mais equânimes e dará destaque às questões de gênero e raça.
Além do evento, o sindicato mantém um diálogo crítico e construtivo com a administração do Itamaraty, defendendo capacitações periódicas para chefias e o fortalecimento de ações educativas contínuas.
Também lançou o livro “Assédio é Violência, o enfrentamento que constrói o amanhã”. A obra reúne artigos de diversos especialistas ampliando a discussão sobre o assédio moral, sexual e a discriminação.
Para o Sinditamaraty, um ambiente de trabalho digno não se faz apenas com normas escritas, mas com o compromisso ativo de todas as carreiras. Ao completar um ano de PPEAD, a entidade reafirma que a luta contra o assédio e a discriminação é uma prioridade inegociável da representação sindical.
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Canais de denúncia
Para denunciar um caso de assédio ou discriminação que esteja vivendo ou saiba que ocorre com o colega, procure o Sinditamaraty pelo telefone 55 (61) 99828-4670 e/ou pelo e-mail


